segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

TRIPLO V
Não tenho o hábito de falar aqui de outros sites ou blogs, mesmo quando incluem colaboração ou trabalhos meus, que é afinal o objectivo de O CONTRÁRIO DO TEMPO: ser uma espécie de “semanário” daquilo que vou fazendo por aqui e ali.
No entanto a Maria Estela Guedes (agora com a inestimável colaboração do Floriano Martins nesta nova série da Revista TIPLO V) tem feito uma louvável divulgação de inúmeros escritores, pintores e não só, com colaborações que primam pela qualidade.
Sempre admirei a persistência e o empenhamento da Estela com o desgastante esforço que é manter uma revista digital como o TRIPLO V, com interessantíssimas matérias que vão desde as artes às religiões, passando pelas ciências.
Neste terceiro número da nova série colaboro com alguns visuais aos quais a Maria Estela Guedes chamou de “Diamantes”. Título adequado, até porque esses poemas foram realizados em Diamantina, uma cidade no interior de Minas Gerais, durante o Festival de Inverno da U.F.M.G., em 2006.
Como esses visuais são pouco conhecidos, deixo o endereço que leva directamente à “minha página”. Depois, a partir dela, podem descobrir todo o restante TRIPLO V: http://revista.triplov.com/numero_03/Fernando_Aguiar/index.html
Fernando Aguiar, "Calligraphy", 2006

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

SONORITÉS
O Festival “SONORITÉS #5 – DU TEXTE AU SON”, realizou-se em Montpellier entre os dias 6 e 9 de Outubro em vários espaços desta tranquila e bonita cidade do sul de França: Centre Chorégraphique National, École Supérieure des Beaux Arts, Théâtre Universitaire Paul Valéry, Catedral Carré Sainte Anne e na galeria Kawenga - Territoires Numériques, onde participei num debate sobre “La Fragilisation dês lieux expérimentaux”, com poetas e músicos de diversos países e coordenadores de espaços culturais franceses.
Conforme o título do Festival indica, todas as intervenções estiveram relacionadas com os diferentes tipos de sonoridades, interpretadas por músicos e por poetas que actuaram nos espaços acima referidos, consoante o tipo de trabalho apresentado.
Assim, tivemos Steve Reich, Bernard Heidsieck, o grupo Les Impromptus, Fernando Aguiar, Bérangère Maximin, Gwenaëlle Stubbe, o trio Kernel, Rhodi Davies, Cyrille Martinez, Isabelle Duthoit, Jean-Pierre Verheggen, Jaap Blonk e a japonesa Tenko, entre outros.
SONORITÉS é um Festival anual realizado por uma pequena mas eficiente equipa de músicos, poetas e pintores, liderada por Anne-James Chaton.
Jaap Blonk
Tenko
Isabelle Duthoit
Fernando Aguiar

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

POESIA ELETRÔNICA

Jorge Luiz António escreveu aquele que será durante muito tempo a obra de referência da poesia digital – “POESIA ELETRÔNICA – negociações com os processos digitais”.
É a pesquisa mais exaustiva e completa que conheço, escrita em língua portuguesa, referente à poética realizada por meios tecnológicos desde as primeiras experiências de poesia informática do alemão Theo Lutz em 1959 até aos hipertextos mais recentes, passando por toda uma série de experiências, directa ou indirectamente realizadas e produzidas através de meios digitais. Este livro é O livro !
A obra impressa aborda questões como Poesia e Tecnologia, Poesia, Arte e Ciência, Poesia e Computadores e elabora uma tipologia dos diversos géneros poéticos abrangidos por esta temática.
A complementar as 200 páginas do livro está um CD-Rom que contém cerca de 500 páginas que desenvolvem dois dos capítulos do livro, denominações da poesia eletrônica, antologia de textos teóricos, uma antologia de poemas verbais, visuais e digitais, uma completíssima cronologia da poesia eletrônica com a reprodução de vários documentos que se referem ou contêm poesia digital, um glossário e 111 páginas de referências bibliográficas que representam, no conjunto (livro + CD-Rom) um completíssimo trabalho de investigação.
Ao longo de toda a obra o nome de E. M. de Melo e Castro é uma referência constante (é dele, aliás, o texto de introdução e o poema da contracapa do livro), sendo quase todos os poetas experimentais portugueses referidos com alguma frequência. A antologia “Poemografias – Perspectivas da poesia Visual Portuguesa” é referida algumas vezes e têm poemas no CD-Rom Fernando Aguiar, António Aragão, José de Assunção, Pedro Barbosa, E. M. de Melo e Castro, António Gedeão, Eurico Gonçalves, Ana Hatherly, Constança Lucas, Ângela Marques, Fernando Pessoa, Silvestre Pestana, Manuel Portela, Jorge M. Martins Rosa, Mário de Sá-Carneiro, André Sier, Francisco Soares e Rui Torres.
Quem quiser notícias mais actualizadas pode aceder a http://jlantonio.blog.uol.com.br/

terça-feira, 24 de novembro de 2009

BRAIN CELL Nº 751
BRAIN CELL é uma publicação atípica, mais ou menos semanal, constituída por material recuperado dos envelopes, postais, folhetos, carimbos, moradas, pequenos desenhos, pinturas, frases, fotografias, recortes, etc. que são regularmente enviados ao artista japonês Ryosuke Choen e com os quais ele compõe uma amálgama de informação visual, que é depois tratada cromaticamente por um processo electrográfico, resultando em obras com uma beleza muito própria.
Depois faz uma tiragem de 130 a 150 exemplares destas folhas com um formato A-3, numera-as, assina-as e envia as obras, acompanhadas por uma listagem com os autores dos elementos utilizados a todos os “participantes” (cerca de 50 de uma vintena de países por cada edição), exposições, revistas e a outras pessoas.
Por vezes cola vários números de BRAIN CELL de modo a obter uma superfície de maiores dimensões e sobre esse conjunto de folhas desenha e pinta com tinta da china o seu próprio perfil ou o perfil de outros artistas que ele vai visitando nas inúmeras viagens que faz por todo o mundo.
Há alguns anos esteve em Portugal, mas nessa altura também eu estava fora do país e não tive oportunidade de o conhecer pessoalmente, considerando que já nos correspondemos desde, pelo menos, 1986. Em 1987 apresentei cerca de duas dezenas destas obras no 1º Festival Internacional de Poesia Viva, que teve lugar no Museu Municipal Dr. Santos Rocha, na Figueira da Foz.
Já participei em 21 números desta peculiar publicação, sendo este Nº 751 a minha “colaboração” mais recente…

terça-feira, 17 de novembro de 2009

EM TRÂNSITO
A Fundação Portuguesa das Comunicações apresenta no Museu dos CTT a exposição EM TRÂNSITO – Arte Postal / Mail Art, comissariada por Carlos Barroco. O local da exposição não podia ter maior significado, considerando que a arte postal utiliza precisamente o correio como “média” para a concretização do acto artístico, porque sem ser mediada por este serviço, a “mail art” deixava muito simplesmente de o ser. Ou pelo menos de o ser à escala internacional, que é, aliás, outra característica da arte postal.
Segundo a história, terá sido Ray Johnson (que tem neste momento uma exposição dedicada ao seu trabalho como mailartista no MACBA de Barcelona em simultâneo com a exposição dedicada a Jonh Cage) e alguns membros do grupo FLUXUS que em 1962 terão “formalizado” este tipo de arte muito pouco formal, aliás, já que muito antes dessa data os futuristas, dadaístas e surrealistas utilizaram esta via para trocar objectos artísticos. Inclusivamente por cá aconteceu o mesmo, e a exposição mostra, por exemplo, obras de Cruzeiro Seixas anteriores a essa data.
Apesar de ainda hoje ter inúmeros adeptos e de se realizaram bastantes exposições em todo o mundo, principalmente na América latina, a “mail art” teve o seu apogeu nos anos 70 e 80, quando se multiplicaram por todo o mundo centenas de exposições organizadas quase sempre pelos próprios artistas que, nas suas cidades, apresentavam os trabalhos de artistas de outros países.
Pessoalmente acho que esse factor foi relevante para o banalizar deste tipo de arte que, por “demasiado” democrático fez com que toda a gente participasse (era aliás uma das premissas), incluindo muita gente que nunca teve ligação à arte mas que pontualmente participava numa ou outra exposição, o que acabou por nivelar por baixo muitas dessas mostras e, aos poucos, muitos pintores, performers, escultores, escritores, fotógrafos, etc. deixaram de participar, pelo menos de forma assídua, nas mesmas.
Outro factor que levou vários poetas visuais a deixarem de colaborar nas mostras de mail arte foi porque a dada altura muita gente julgava que poesia visual e arte postal eram a mesma coisa o que, obviamente, nunca foi. Mas a confusão generalizou-se, e isso também fez com que muitos poetas visuais se afastassem da “mail art”.
Voltando ao EM TRÂNSITO, a exposição está bem montada, o que permite uma leitura agradável, o catálogo excelente, e o único senão é o limitado espaço da(s) sala(s), considerando que a exposição se poderia facilmente multiplicar por 5 ou 6 vezes. Até porque muitos dos “mail-artistas” que participam na exposição têm também os seus próprios arquivos o que potenciaria uma exposição desta natureza.
Ainda assim a mostra é significativa pela variedade de nomes e pela qualidade dos objectos expostos. De entre os portugueses estão António Areal, Carlos Calvet, Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, Albuquerque Mendes, Ana Hatherly, António Aragão, António Olaio, António Viana, Armando Azevedo, Carlos Barroco, Carlos Ferreiro, Carlos Gordillo, Costa Pinheiro, Da Rocha, Emerenciano, E. M. de Melo e Castro, Fernando Aguiar, Francisco Relógio, Gerardo Burmester, Irene Buarque, Irene Ribeiro, João Dixo, João Prates, Joaquim Lourenço, José de Guimarães, José Mourão, Manoel Barbosa, Manuel Casimiro, Maria Soares, Rogério Silva, Romualdo, Vítor Belém, Vítor Pi e Vítor Silva Tavares.
Do estrangeiro são também bastantes os participantes, desde o incontornável Guglielmo Achille Cavellini passando por Ângela & Henning Mittendorf, Edgardo-Antonio Vigo, Serge Luigetti & Michael Groschopp, Paulo Bruscky, Monty Cantsin, até outro incontornável, o japonês Ryosuke Cohen.

Fernando Aguiar, "Arte Postal", 2005

terça-feira, 10 de novembro de 2009

BOEK861
A publicação electrónica “Boek861” dirigida por César Reglero é já uma referência para quem gosta de arte postal mas, sobretudo, de poesia visual.
Ao longo dos últimos anos tem divulgado todos os assuntos relacionados com poesia visual (exposições, edição de livros, revistas, artigos, etc.) e, mais recentemente, está a editar uma antologia electrónica coordenada por Edu Barbero, que apresenta regularmente a obra de um poeta em forma de livro electrónico e também um slideshow com poemas “publicados” no livro, e outros do mesmo autor.
São já várias dezenas os poetas que têm as suas obras editadas pela “Boek861”, sempre com uma apurada preocupação estética e um design “editorial” de grande qualidade.
Esta semana publicaram os meus trabalhos, e o resultado é o que se pode ver em baixo. Para mais informações, ir a www.boek861.com.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

INTER
A revista INTER – Art Actuel tem como tema do número 102 “Résistance et Intégration à l’ère de la Globalisation”.
São 140 páginas dedicadas à arte contemporânea com artigos que abordam os diversos aspectos da globalização na arte. Este número é bilingue (francês e espanhol) considerando que dedica um extenso dossier à arte de artistas do Québec em Havana, com textos também de alguns autores cubanos. Inclui ainda um artigo sobre as organizações e os movimentos artísticos latinos no Canadá.
Colaboram neste número Serge Pey, Richard Martel (o director da revista e do colectivo Le Lieu), Fernando Aguiar, Marc Mercier, Guy Sioui Durand, Sílvio de Gracia, Nelo Vilar, Joel Hubaut, Bryan Connoly, Domingos Cisnéros, e Stuart Briesley, entre muitos outros.
De salientar a excelente capa e o design interior da revista, que são já marcas de qualidade desta revista publicada há vários anos no Québec e que é desde há muito uma referência na arte contemporânea nas áreas dedicada à instalação, fotografia, vídeo e à performance, de que o presente número é um bom exemplo. E bastante ilustrativo, até pela quantidade de imagens que acompanham os textos…
Tem um comité de redacção internacional, do qual também faço parte, que integra nomes como Elisabeth Jappe, Bruce Barber, Bartolomé Ferrando, Julien Blaine, Jacques Donguy, Balint Szombathy, Giovanni Fontana, Artur Tajber e Clemente Padin.
Fernando Aguiar, instalação, ITCA - International Triennale of Contemporary Art, Praga, 2008

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

LA VOCE DELLA POESIA
Enzo Minarelli, um dos mais reconhecidos poetas sonoros internacionais, teórico e autor do Manifesto sobre a Polipoesia, publicou mais um livro - “LA VOCE DELLA POESIA” - onde aborda a relação da linguagem com outros meios expressivos como a música, a imagem ou o corpo.
Estuda também os aspectos que transformam o poeta em performer, relacionando a sua atitude em cena e a maneira como potencia a voz desenvolvendo a experimentação linguística, tanto a oral como a vocal, de modo a tornar a leitura num acto performativo.
O livro parte de um estudo sobre as vanguardas históricas como o Futurismo, o Dadaismo e o Surrealismo, passando pelo Letrismo e o nascimento da Poesia Sonora até à actualidade.
Numa das vezes que se refere ao meu trabalho, Enzo escreve o seguinte: “Abbiamo evocato la pagina scitta, perché látto físico dello scrivere à stato più volte portato sulla scena. Spesso abbiamo visto scrivere in performance, scrivere su fogli appesi al muro, sul corpo, alle pareti, su lavagne o a terra, anche scritture col corpo stesso, o vere costruzioni di poemi visuali, come succede com il portoghese Fernando Aguiar. La scrittura, intesa come azione física, è stata sviluppata in chiave spettacolare, anche se rapportata alla você che restava sempre l’indiscussa protagonista. L’atto dello scrivere tuttavia richiama uno stato d’isolamento, di privacy, da parte di chi lo compie in simbiótica quiete. Farlo in pubblico è pertanto un gesto coraggioso, straniarlo in un ambientazione non consona, un modo per ridargli valore.”
De entre as quase três centenas de autores internacionais o único português referido no livro, para além de mim, é o E. M. de Melo e Castro.
Enzo Minarelli é igualmente poeta verbal, videoartista, editor da colecção 3Vitre através da qual publicou diversos discos em vinil, e fundador do Arquivo homónimo, tem tido o seu trabalho estudado por autores como Renato Barilli, Henri Chopin, Dick Higgins, Filiberto Menna e Paul Zumthor, entre muitos outros.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

ANTOLOGIA MENINOS ME
Já aqui tinha falado do lançamento desta antologia, no dia 28 de Agosto, em Belo Horizonte, e eis que me chega às mãos alguns exemplares trazidos pela fotógrafa Eliane Velozo.
O que de imediato salta à vista é a colorida e bonita capa do livro feita com base numa pintura de Guido Boletti. As edições da directora da revista de poesia em forma de cartaz “Mulheres Emergentes” caracterizam-se pelo cuidado que coloca nas mesmas, e a presente antologia é um bom exemplo.
O texto que o Affonso Romano de Sant’anna escreveu para a contracapa, atesta as qualidades da Tânia, a sua capacidade de trabalho e de perseverança: “Essa Tânia Diniz é uma lição de sobrevivência da Poesia.
Não tem jeito, ela faz emergir a poesia a tempo e fora de tempo, faça chuva ou faça sol. E agora, ela emerge entre os homens, os “homens emergentes”! Sim, Tânia resolveu dar uma colher de chá a essa espécie des/avergonhada (lembrando Adélia que disse que as mulheres eram ainda uma espécie envergonhada).
Eu perguntei a ela: de onde e como é que desencravou tantos poetas interessantes?
- Na praia, diz ela.
- Na praia de Mar de Espanha, me indago?
Sim, no mar imponderável de Minas e de outras praias onde a poesia ondeia como e quando pode.
É isso. Há um mistério reconfortante nos paradoxos da cultura atual. Tanto mais a sociedade tecnológica avança, mais surgem poetas. É como se, o que há de mais primitivo e o que há de mais atual, se dessem a mão.
Pois, que assim seja. Dá-lhe poesia.”
Para além dos referidos anteriormente (António Dayrell, Fernando Aguiar, Kiko Ferreira, Luiz Zanotti, Ronaldo Wernek, Ronaldo Zenha, Sandro Starling, Simão Pessoa, Wilmar Silva e Zemaria Pinto), participam também na “Antologia Meninos ME” Cláudio Márcio Barbosa, Diovvani Mendonça, Di Moreira, Flávio César de Freitas, Gabriel Bicalho, J. B. Donadon-Leal, J. S. Ferreira, João Paulo Gonçalves da Costa, Lucas Guimaraens, Lucas Viriato, Oleg+ario Alfredo da Silva, Osvaldo André de Mello, Paulinho Andrade, Sérgio Bernardo e Severino Iabá.

sábado, 17 de outubro de 2009

INTERNATIONAL PERFORMANCE ART SHOW
Entretanto recebi o catálogo do INTERNATIONAL PERFORMANCE ART SHOW, realizado em Icheon, na Coreia do Sul, integrado no World Ceramic Biennale Korea 2009, que veio confirmar a excelência da organização deste(s) evento(s).
Em pouco mais de um mês e meio após o Festival, chega-me às mãos um completo catálogo de 196 páginas com reproduções a cores de todas as performances realizadas (6 páginas de fotografias por performer mais 2 para curriculum), textos dos organizadores e um DVD com todas as performances apresentadas.
Icheon, palco deste INTERNATIONAL PERFORMANCE ART SHOW é uma cidade a cerca de 100 km a sul de Seul, onde decorreu a World Ceramic Biennale Korea 2009 num enorme e bonito Parque totalmente dedicado à cerâmica nas suas mais diversas formas de expressão.
Hong, O-Bong, Jin Sup Yoon e Jisun Kim, estão de parabéns pelo profissional trabalho de concepção, produção e de organização de um Festival que apresentou em diversos espaços do Parque, quase uma centena de performances perante um público sempre numeroso e interessado.
Relembro alguns dos participantes: André Stitt, Irma Optimist, Richard Martel, Fernando Aguiar, Huang Rui, Wen Lee, Chupon Apisuk, Roy Maayan & Anat Katz entre os estrangeiros, e Hong, O-Bong, Jin Sup Yoon, Yeo-Hyun Kwon, Neung-Kyung Seong, Yong-Gu Shin, Young-Chul Shim e Kun-Young Lee, entre outros artistas coreanos.

Yong-Gu Shin
Kun-Yong Lee
Fernando Aguiar
Yeo-Hyun Kwon
Kopas

domingo, 11 de outubro de 2009

OUSTE
O número 17 da revista francesa OUSTE – Création et Exagération, dedicado ao poeta e pintor tunisino Abderrazak Sahli, falecido no final de Fevereiro, aos 68 anos, e que tive o prazer de conhecer na segunda vez que participei no Festival Voix de la Méditerranée, em Lodéve (2007), tem como temática “Conspiration”.
Publicada em Périguex por Hervé Brunaux (que dirige igualmente o Festival EXPOÉSIE, este ano na 8ª edição), e por Fabrice Caravaca, esta revista de 100 páginas tem cerca de meia centena de colaboradores internacionais, que apresentam poemas, desenhos, fotografias, poemas visuais e pequenos contos.
De entre os participantes destaco os nomes de Luc Fierens, Pete Spence, Michel Giroud, Artemio Iglesias, Jean-Luc Parant, Thierry Tillier, Gwenaëlle Stubbe, Julien Blaine, Démosthène Agrafiotis, Fernando Aguiar, Clemente Padin, Hervé Brunaux, Pierre Garnier, Édith Azam e o homenageado desta edição.
Abderrazak Sahli, Lodéve, 2007

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

PEREGRINO
A poeta romena Elena Liliana Popescu publicou em Fortaleza, no Brasil, o livro PEREGRINO que é o seu primeiro livro editado em língua portuguesa.
PELERIN é o título na versão original, editado na Roménia em 2003, agora numa tradução do professor e poeta Luciano Maia, também Cônsul Honorário da Roménia em Fortaleza.
Como já referi num texto anterior, conheci a Elena Liliana no Festival de Poesia de Havana, e desde essa data temos trocado correspondência e traduzido alguns poemas um do outro a partir das versões em castelhano.
Desta vez escrevi o prefácio para o PEREGRINO e, no resumo desse prefácio publicado na contracapa do livro, refiro o seguinte: “A poesia de Elena Liliana Popescu é uma poesia reflexiva e o discurso poético processa-se com o próprio “Pensamento”, como se este fosse o Outro e contivesse, em si, todas as respostas. Mas este Pensamento é apenas o lado meditativo da autora que vai dando, deste modo, a resposta às questões que ela mesmo coloca. É uma poesia rigorosa, sem artifícios, numa permanente descoberta de si própria, como se reconhecendo-se melhor se conhecesse”.
A Liliana teve a amabilidade de incluir no livro um poema que me é dedicado:
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UM PENSAMENTO
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A Fernando Aguiar
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Um pensamento peregrino
apenas retornado
do território encantado
das formas-pensamento
correndo
(terá se perdido ?)
se aproxima
atraído pela tua mente
que o “esperava”.
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Acaso poderia eu
pensar em ti
- lhe perguntaste –
sem te encarcerar
em meu mundo ?

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