terça-feira, 17 de julho de 2012


OUSTE
 
Hervé Brunaux e Fabrice Caravaca editaram em Périgueux mais um número da revista OUSTE – Création et Exagération.

De pequeno formato, mas com 110 páginas, a OUSTE está recheada de poemas, textos, fotografias, desenhos, poemas visuais, etc. de cerca de 60 autores, maioritariamente franceses, como é natural, mas também com colaboradores de outros países.

Dedicado à “Conspiração”, este número 20, inclui autores como Serse Luigetti, Clemente Padin, Fernando Aguiar, Cécile Richard, Julien Blaine, Luc Fierens, Charles Pennequim, Philippe Castellin, Lucien Suel, Thierry Tillier, Nadine Agostini, Giovanni Fontana e Serge Pey.

Fernando Aguiar, poema visual, 1994

sábado, 7 de julho de 2012


OPEN WORLD

Recebi recentemente o Nº 91 do zine OPEN WORLD, editado em Belgrado por Dobrica e Rorica Kamperelić. Tenho participado com alguma regularidade nesta publicação que se tem mantido ativa ao longo dos anos, apesar de guerra que assolou a Sérvia durante os anos 90. Ainda assim, e durante esse tempo, tenho ideia de terem sido editados alguns exemplares da OPEN WORLD, ultrapassando as extremas dificuldades económicas com que os sérvios (os Kamperelić incluídos) se confrontaram.

O grupo de artistas “alternativos” que colaboram com este casal, são bastante ativos no campo da performance, mas também na mail-art, e na promoção de instalações, exposições e na organização de Festivais.

Recebem regularmente a visita de artistas plásticos de todo o mundo que participam nos eventos que promovem ou, simplesmente os visitam, o que fica registado nas páginas da revista.

Neste número colaboram nomes como Carla Bertola, Emilio e Franca Morandi, César Reglero, Irene Caesar, Darko Vulic, Fernando Aguiar, José Vanderbroucke, Pere Sousa, Jorge Grimm, Andrzej Dudek-Dürer, grupo Kvart, Bartolomé Ferrando, Bill Gaglione, Fausto Grossi, Peter W. Kustermann, John Held Jr., Emerenciano, Jelica Eli, Scott MacLeod, Giovanni Fontana, Daniel Daligand, Black Market e Javier Seco.


Fernando Aguiar, colagem, 2010

sexta-feira, 29 de junho de 2012


SANGUE NOVO

Quase um ano depois, e após insistência, chegam-me finalmente às mãos 2 escassos exemplares da antologia “SANGUE NOVO”, organizada por José Inácio Vieira de Melo, para a qual cedi graciosamente um poema visual para realizarem a capa do livro.

A edição é da Escrituras, de São Paulo, e a antologia reúne poemas de jovens poetas da Baía, todos nascidos depois de 1980. Aliás, o subtítulo do livro é precisamente “21 poetas baianos do século XXI”.

Nas palavras do antologiador, “Claro que o estradar destes artistas da palavra está apenas começando, mas todos já estão no caminho, todos já estão embrenhados no labirinto da linguagem. Cada qual, à sua maneira, trilhando as searas que mais lhe apetecem e, aos poucos, descobrindo como palmilhar por essas veredas de encantos e de estranhamentos”.

domingo, 24 de junho de 2012


BRAIN CELL

O mais recente BRAIN CELL da lavra quase semanal de Ryosuke Cohen, é este Nº 819 editado em Osaka, no Japão, do qual reproduzo um pequeno enquadramento.

É uma edição de 150 exemplares em formato A-3, fotocopiada a cores e com colagens. Todo o material gráfico é enviado pelos cerca de 60 colaboradores e depois montado/composto pelo Ryosuke, resultando sempre em estimulantes composições visuais, que ele tem exposto um pouco por todo o mundo.

Alguns dos prestadores de imagens deste número: Carol Stetser, John M. Bennett, Giovanni Strada, Tiziana Baracchi, Boek 861, Corporación Semiotica Galega, Ruud Janssen, Paulo Bruscky, Roberto Keppler, Peter W. Kaufmann, Fernando Aguiar e Shin Tanabe.

domingo, 17 de junho de 2012



RETÍTULOS

Como estamos na onda das comemorações das minhas principais actividades que assinalam este ano o seu 25º aniversário, vamos então relembrar a exposição “RETÍTULOS”, apresentada no Atelier 15, uma pequena mas simpática Galeria em Campo de Ourique, que encerrou as portas algum tempo depois.

Segundo me recordo, o título da exposição foi sugerido pelo Alberto Pimenta, e a ideia para estas obras, praticamente todas criadas especificamente para a exposição, era o de apresentar trabalhos que constituíssem uma recriação de obras realizadas anteriormente pelos mesmos autores, produzidas dentro da uma mesma linguagem estética.

Com esse objetivo convidei Ana Hatherly, o Abílio-José Santos, o Alberto Pimenta, o Antero de Alda, o E. M. de Melo e Castro, e eu próprio participei em “RETÍTULOS”.

Cristina de Azevedo, num artigo publicado no jornal “O Tempo” de 15 de Janeiro, referiu que “A proposta desta exposição fundamenta-se no facto de todos estes poetas defenderem que uma obra nunca é o fechar de um ciclo, não corresponde portanto a um fim, mas é sempre um universo de possibilidades a explorar” ou, como afirmou Ana Hatherly no mesmo artigo, “ …a produção não é definitiva, mas consiste sempre num requestionar, numa recorrência renovadora, ou seja, numa recriação plena e intensa”.

E o resultado foi uma curiosa e criativa exposição de poesia visual.


E. M. de Melo e Castro, Fernando Aguiar, Ana Hatherly e Alberto Pimenta, 1987

segunda-feira, 11 de junho de 2012



BUSTA SORPRESA

O número 31 de BUSTA SORPRESA foi editado em Janeiro deste ano por Carla Bertola, uma performer, poetisa visual e sonora que, juntamente com Alberto Vitacchio tem participado em inúmeras publicações e eventos relacionados com as poéticas experimentais.

Carla é ainda editora da publicação de poesia experimental “Offerta Speciale”, também em Torino (Itália) na qual já participei em alguns números.

Esta edição de BUSTA SORPRESA contém obras originais de 10 artistas, numeradas e assinadas, com uma tiragem de 60 exemplares.

Participam Miguel Jimenez, Rosella Quintini, Reed Altemus, Giuliana Bellini, Fernando Aguiar, Giovanni & Renata Strada, John M. Bennett, Margherita Levo Rosenberg, Jürgen O. Olbrich e Gian Paolo Roffi.
 

quarta-feira, 6 de junho de 2012


CICLO POESIA VIVA

Foi em Junho de 1987, há 25 anos atrás, que a convite do Professor Fernando Pernes organizei o CICLO POESIA VIVA na Casa de Serralves, que então se autodenominava Museu Nacional de Arte Moderna. O convite surgiu na sequência do 1º FESTIVAL INTERNACIONAL DE POESIA VIVA, realizado no Museu Municipal Dr. Santos Rocha, na Figueira da Foz em Abril desse ano.

Nas noites dos dias 5, 6 e 7 de Junho Alberto Pimenta, Ana Hatherly, Fernando Aguiar, Gilberto Gouveia e Rui Zink apresentaram performances no piso superior da Casa de Serralves. O Ciclo terminou com a performance “Bed Painting”, de Alberto Pimenta e Fernando Aguiar, numa das 2 performances que fizemos em conjunto (a outra – “Poesia Contra Verso” - foi apresentada na E.S.B.A.L. em 1985).

Nas manhãs dos dias 6 e 7 passava em contínuo a poesia sonora de, entre outros, Maurizio Nannucci, Beth Anderson, Henri Chopin, Franco Verdi, Eugenio Miccini, Julien Blaine, Sarenco, Giovanni Fontana, Adriano Spatola, Bernard Heidsieck, Richard Kostelanetz, o “Ovo/Povo” do António Aragão e a gravação das leituras de Salette Tavares, E. M. de Melo e Castro e de Alberto Pimenta, realizadas na galeria Diferença, durante a inauguração da exposição “POEMOGRAFIAS”.

As tardes foram preenchidas com os videopoemas de António Dantas, António Nelos, Fernando Aguiar, Klaus Peter Dencker, Alberto Pimenta, e os filmes “Rotura” e “Revolução” de Ana Hatherly.

A Casa de Serralves tinha inaugurado nesse ano, pelo que o Ciclo Poesia Viva terá sido uma das suas primeiras atividades. Curiosamente, em 1999 inaugurou o Museu de Serralves, e a exposição de Poesia Experimental Portuguesa foi a segunda a ser apresentada no Museu, a seguir à exposição coletiva inaugural, tendo a poesia experimental ficado, assim, ligada ao início desses dois importantes momentos de Serralves. Infelizmente, apenas esses, se excetuarmos a exposição dedicada a E. M. de Melo e Castro, em 2006…


Alberto Pimenta e Fernando Aguiar, "Bed Painting", 1987



Fernando Aguiar, "Acto Concreto", 1987

sexta-feira, 25 de maio de 2012



ESTRATÉGIAS  DO GOSTO


Uns meses depois de ter sido publicado em São Paulo, pela Escrituras Editora, é com um enorme prazer que vejo a Palimage, da Terra Ocre – Edições, de Coimbra, editar na sua coleção “Palavra Poema”, o meu livro ESTRATÉGIAS DO GOSTO.

Por várias razões, mas também por este ser o primeiro livro que publico em Portugal desde 2002, altura em que organizei com o Jorge Maximino a antologia IMAGINÁRIOS DE RUPTURA / POÉTICAS EXPERIMENTAIS, numa edição do Instituto Piaget.

É certo que desde essa data publiquei outros 9 livros e chapbooks, mas todos no estrangeiro: Brasil, Canadá, Irlanda, Espanha, Estados Unidos da América e em Inglaterra. E ainda uma “2ª edição” (de apenas 15 exemplares) de PUSH NOW, em Itália, em 2007.

Em relação à edição brasileira, este livro só tem em comum os 54 poemas verbo-experimentais escritos entre o princípio dos anos 80 e 2009. As capas (ambas concebidas a partir de fotopoemas meus), o formato, os fotopoemas que são “capa” de capítulo, a biografia e o conteúdo das badanas são diferentes. A edição brasileira inclui ainda uma entrevista com o Prof. Rogério Barbosa da Silva, que não aparece na edição da Palimage.

Na edição de 16 de Maio do Jornal de Letras, refere-se que este é "Um novo livro na já longa bibliografia de Fernando Aguiar, um dos mais destacados nomes da "poesia visual" portuguesa, também performer, com muitas dezenas ou centenas de exposições, intervenções, publicações e colaborações não só em Portugal como em numerosos países. O título é Estratégias do Gosto, e parece-nos significativo não de outras facetas do seu trabalho mas do seu domínio da linguagem…”

Quero referir o profissionalismo do poeta Jorge Fragoso, o editor da Palimage, e a rapidez e eficiência com que foram tratados todos os aspectos que levaram à concretização do livro, desde a paginação e estruturação dos poemas experimentais até ao design da capa (contracapa e badanas incluídas).

Deixo aqui um dos poemas do livro, dedicado ao poeta brasileiro Álvaro de Sá:



POEMA-PROCESSO
                                        (Para o Álvaro de Sá)

Escreveu os versos na folha
mas não gostou.
Amachucou
e pôs de lado.

Tentou outra versão
que também não agradou.
Amachucou
e pôs de lado.

Insistiu, sem conseguir
o efeito desejado.
Amachucou
e pôs de lado.

Repisou de novo
sem resultado.
Amachucou
e pôs de lado.

O poema teimava
em não o ser. Desanimado,
amachucou
e pôs de lado.

Ficou sem folhas para escrever.
Mas o poema estava pronto.
Terminado.
Mesmo ali ao lado.


sábado, 19 de maio de 2012


POESIA EXPERIMENTAL PORTUGUESA

Inaugura hoje, pelas 17.30 horas, mais uma apresentação de Poesia Experimental Portuguesa da Coleção da Fundação de Serralves.

Desta feita é na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira e estará patente ao público até ao dia 29 de Julho.

Segundo o comissário “Esta exposição recupera e apresenta obras paradigmáticas desta intervenção experimental, realizada entre as décadas de 60 e 80. Entre outros autores, serão apresentadas obras de Ana Hatherly, António Aragão, António Barros, Ernesto Melo e Castro, Fernando Aguiar, Salette Tavares e Silvestre Pestana”.

E pouco (ou nada) há a acrescentar ao que foi referido nas anteriores mostras desta seleção de poemas visuais.

Deixo aqui mais alguns dos meus trabalhos que pertencem ao Museu de Serralves, mas que não deverão estar expostos.

Ensaio para uma Nova Expressão da Escrita I, 1978


 
Socorro!, 1977



Ensaio para uma Nova Expressão da Escrita III, 1978

terça-feira, 15 de maio de 2012


DELTA  

O incansável Shin Tanabe publicou mais um número da sua revista DELTA – Revue Internationale pour la poésie avant-gardiste, desta vez o número 31.

Bonita revista, bem estruturada do ponto de vista gráfico e de impressão, apresenta, ao longo das suas 48 páginas, poesia “verbal” japonesa (neste caso será mais correto dizer pictográfica) e uma secção dedicada à poesia visual, como vem sendo hábito.

Nesta secção estão representados Fernando Aguiar, Guy R. Beining, John M. Bennett, Julien Blaine, Scott Helmes, Lubomir Tymkov, Ryosuke Cohen, Shin Tanabe, Hajime Kikuchi, Shinichiro Demura e Misako Yarita.

Fernando Aguiar "Itália", 2011

quarta-feira, 9 de maio de 2012


POESIA DO BRASIL

O volume 14 da antologia POESIA DO BRASIL dá continuidade a esta iniciativa do Proyecto Cultural Sur / Brasil, que tem como objectivo principal “levar a poesia para dentro das salas de aulas das nossas escolas” e “devolver à poesia a dignidade que os tempos modernos lhe haviam roubado nas últimas décadas, tornando-a a irmã pobre da literatura, reduzindo-a ao mais inexpressivo dos lugares nas livrarias, ou seja a menor estante, na pior localização”.

No texto de apresentação da antologia, Ademir Antonio Bacca e Cláudia Gonçalves, coordenadores da mesma, continuam, referindo que “Vinte e três poetas integram este novo volume da antologia “Poesia do Brasil”, das mais variadas correntes poéticas, que se apresentam aos nossos estudantes na expectativa de contribuírem para o fortalecimento da poesia em suas vidas, porque como bem o disse o imortal Pablo Neruda, “a poesia não é de quem a escreve, mas de quem a usa”.

Para além dos coordenadores, POESIA DO BRASIL integra poetas como Benedita Azevedo, Fernanda Frazão, Ilda Brasil, Maria Clara Segóbia, Régis Coimbra, Ricardo Carvalho, Roberto Ferrari, Verluci Almeida e Washington de Assis.

“Quando este exemplar do volume 14 da antologia oficial do XVIII Congresso Brasileiro de Poesia chegar às suas mãos, tenha a certeza de que ela já estará também em todas as bibliotecas das escolas de Bento Gonçalves, ajudando a fazer daquele nosso projecto de 1990 uma realidade cada vez mais gostosa de se viver”.

A capa da antologia reproduz um poema visual meu intitulado ”Poème Trouvé (Para a Ana Hatherly)“ e que também foi a capa do meu livro “TUDO POR TUDO”, publicado em 2009 pela Escrituras Editora, de São Paulo.

sábado, 5 de maio de 2012


GRISÚ

Uns dias depois de receber o exemplar da GRISÚ Nº 17, editada pelo Centro de Poesia Visual em Peñarroya-Pueblonuevo, na província de Córdoba, Espanha, recebo por e-mail a notícia que Francisco Aliseda, o criador do Centro e da revista GRISÚ, vai abandonar as suas funções à frente do mesmo, tendo coordenado todas as atividades desenvolvidas neste espaço, e que foram várias ao longo de 8 anos.

Francisco Aliseda é um importante poeta visual e sonoro, coordenador igualmente da revista VENENO, com mais de 170 números editados, e que manterá, espero, uma continuada produção poética e organizativa.

Regressando à GRISÚ, este número 17 contém originais de Antonio Gómez, Isabel Ortega Carretero, Manuel Lucas, Serge Luigetti, John M. Bennett, Joaquín Gómez, Fernando Aguiar, Lourdes Mondejar Ramos, César Reglero, Miguel Jiménez, Tiziana Baracchi, Sergio Quiñonero, Giovanni Strada, Juan Ferrero Carrasco, Nuria Moya, Miriam Espósito e Francisco Aliseda.

Relembro que a GRISÚ é constituída por obras de poesia visual com um caráter original, numeradas e assinadas por 17 autores, e com uma “tiragem” de 20 exemplares. Depois de enviado um exemplar a cada participante, restam 3 que ficam para a coleção do Centro de Poesia Visual, pelo que nenhum é para vender.