terça-feira, 28 de junho de 2011

POETICAL LANGUAGES

Andrew Topel é um activo poeta visual norte-americano com uma obra prolífera e criativa, e que desde há alguns anos se dedica também à edição de pequenos livros com tiragens reduzidas, através da Avantacular Press, em Clearwater, na Florida.

Desde o ano passado que o Andrew queria editar um chapbook com poemas visuais meus, mas como tenho tido outros afazeres, em vez de seleccionar trabalhos meus, como sempre faço, decidi enviar-lhe cerca de 80 poemas visuais, de diversas fases, para que ele escolhesse os que achasse mais indicados para essa edição.

Pensava eu que iria fazer uma espécie de retrospectiva, ainda que breve, com alguns poemas de anos diferentes e que desse uma visão geral sobre o meu trabalho, mas o Andrew Topel resolveu escolher praticamente poemas apenas de uma série de 1996/97 que, ultimamente tem sido bastante publicada.

Ainda há cerca de 2 meses essa série foi editada integralmente num outro chapbook em Newton-le-Willows, Inglaterra pelo Alec Newman, numa cuidada edição a cores intitulada “POÉTICAS”, e em 2009 havia sido publicada, parcialmente, pela Del Centro Editores, em Madrid.

“POETICAL LANGUAGES”, contem 20 poemas visuais, impressos digitalmente a cores num papel de 120 gr. texturado, formato 17x12,5 cm, e com uma sobrecapa impressa.

Um pormenor curioso é que a capa não tem qualquer elemento identificativo (nome do autor ou título), como é hábito nas restantes edições da Avantacular Press. Mais uma bonita edição, e a minha segunda publicação(zinha) nos Estados Unidos, depois do chapbook “This is Visual Poetry by Fernando Aguiar”, publicado pelo Dan Waber da chapbookpublisher, no início deste ano.



"Promised Land", 1997


"A Poesia Morreu, Viva a Poesia ! (Homenagem a Eugenio Miccini)", 1997


"A Poética Dentro da Poesia no Interior do Poema", 1997


"Baptismo Literário", 1997


"Descobertas", 1997

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ENCUENTRO INTERNACIONAL
DE PERFORMANCE Y POESÍA FONÉTICA

A Universitas Miguel Hernández editou um DVD com as performances realizadas no Encuentro Internacional de Performances y Poesía Fonética – Homenage a Miguel Hernández, que decorreu no final de Novembro no Centre de Cultura Contemporània d’Elx - L’Escorxador, em Elche, no sul de Espanha.

A excelência da cultura no país vizinho, a atenção e a importância que se lhe dá, não apenas nas Universidades mas também nos Museus, Centros Culturais e, de uma maneira geral, na organização dos eventos, fica mais uma vez patenteada nesta edição, e no modo como decorreu todo o Encontro coordenado por Bartolomé Ferrando e por Josep Sou.

Estão registadas no DVD as intervenções apresentadas por Nelo Vilar, Esther Ferrer, Bartolomé Ferrando, Montserrat Palácios, Eduard Escoffet, Julien Blaine, Josep Sou e Fernando Aguiar.  



Fernando Aguiar, performance em Elche, 2010

quinta-feira, 16 de junho de 2011



MURMÚRIOS

Em Janeiro de 1986 (fez agora 25 anos) organizei no Atelier 15, em Lisboa, a exposição “MURMÚRIOS”, que teve a participação de Abílio-José Santos, Alberto José Caetano, Alberto Pimenta, António Aragão, António Barros, António Dantas, António Viana, E. M. de Melo e Castro, Emerenciano, Fernando Aguiar, Isabel de Sá e de Miguel Yeco.

O espaço do Atelier 15, que se situava em Campo de Ourique não era muito grande, mas a exposição resultou bastante bem, com obras de grande criatividade em desenho, pintura, colagem, objecto e electrografia, realizadas sobretudo em papel.

Na altura foi editada uma serigrafia minha, executada no próprio atelier 15, e foi feito um cartaz também em serigrafia com uma tiragem de pouquíssimos exemplares, assim como um catálogo impresso serigraficamente sobre cartão com uma colagem de pedaços de cartão impressos a partir da serigrafia, com a particularidade de serem diferentes uns dos outros por causa dessa colagem.

Do catálogo foram feitos apenas umas dezenas de exemplares o que o torna, neste momento, um objecto bastante difícil de encontrar.


"Jornal de Notícias", 10.1.1986

"O Dia", 22.1.1986

sexta-feira, 10 de junho de 2011



EL COSTURERO DE ARACNE
 
O Taller de Tejidos da Escuela de Arte de Granada editou em Março mais um número da sua revista-objecto “EL COSTURERO DE ARACNE” V, numa edição de apenas 50 exemplares.

A “revista” é constituída por uma caixa de plástico com 15 divisórias, correspondentes à participação de cada um dos autores que são, entre outros, Lala de Dios, Fernando Aguiar, Koke Veja, Margaret de Arcos, Miguel de Diego ou Consuelo Vallejo Delgado.

A revista vem acompanhada por um DVD numerado, numa edição também de 50 exemplares (a mim coube-me o Nº 7), onde os trabalhos aparecem filmados com um fundo sonoro.

Mais uma curiosa e criativa revista que foge ao formato tradicional deste tipo de publicações, e nas quais os poetas e artistas espanhóis são exímios, influenciados decerto, ainda que remotamente, pela poesia-objecto de Joan Brossa, que fez escola entre os autores desse país, e que têm mantido esse salutar hábito de editar revistas em formatos e suportes pouco convencionais, das quais se podem destacar as publicações “La Más Bella” e “La Lata”.

sábado, 4 de junho de 2011


FUNDAÇÃO LIGA
 
Na sequência da Liga Portuguesa dos Deficientes Motores, criada em 1954 e da LPDM– Centro de Recursos Sociais (1994), foi criada em 2004 a Fundação LIGA, que comemorou em 31 de Maio o 55º Aniversário desta instituição dedicada a “ contribuir para o bem-estar físico e mental das pessoas, nomeadamente as pessoas em situação de desvantagem, pautando a sua acção pela procura constante da eficiência e da eficácia”, promovendo a inclusão social das pessoas em desvantagem e das suas famílias.

As comemorações tiverem início com a inauguração das exposições “Quatro Pessoas, Quatro Pintores” e “Rostos”, seguindo-se um espectáculo pelo grupo Plural – Núcleo de Dança Contemporânea, concluindo uma primeira parte com o recital de guitarra pelo Mestre António Chainho.

Seguiram-se as homenagens às individualidades que de uma maneira ou de outra ajudaram ou colaboraram graciosamente com as actividades da Fundação LIGA, a quem foi atribuída uma travessa da Vista Alegre com um lindíssimo desenho de Vítor Pi, no qual estão inscritos os diversos conceitos pelos quais a LIGA se pauta.

Foram homenageados a Drª. Maria Barroso Soares, o Dr. Rui Vilar (Fundação Calouste Gulbenkian), o Prof. Mário Moura, a Escola Superior de Dança, a Repsol e os artistas plásticos João Duarte, Graça Morais, Fernando Aguiar, Juan Soutullo, Roberto Chicorro, Urbano, Francisco Espinho, Vítor Pi, José de Guimarães, Manuel Cargaleiro, Nadir Afonso e Fátima Mendonça.

segunda-feira, 30 de maio de 2011


DELTA


Tanabe Shin editou em Março mais um número (o 29) da “DELTA – Revue internationale pour la poésie expérimentalle”, o que acontece de há vários anos para cá, com uma regularidade nipónica, já que a revista é publicada em Chiba, no Japão.

Tem 48 páginas, e dos escritores japoneses não posso adiantar grande coisa devido à ilegibilidade dos caracteres, mas o Tanabe Shin dedica as páginas centrais da DELTA, impressas em papel couché, à poesia experimental e visual internacional.
 
 
São 16 páginas com obras de Misako Yarita, Demosthenes Agrafiotis, Fernando Aguiar, Ryosuke Cohen, Jonh M. Bennett, Klaus Peter Dencker, I. C. Vinholes, Richard Kostelanetz, Scott Helmes, Guy R. Beining, Julien Blaine e do próprio Shin. Em baixo o meu poema incluído na DELTA 29.


Fernando Aguiar, "(Re) Descobertas", 1997

domingo, 22 de maio de 2011

 
CIDADE aTRAVESSA


Nos dias 18 e 19 deste mês decorreu na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, o CIDADE aTRAVESSA, um evento mensal que se realiza no Rio de Janeiro e em São Paulo, e que teve, pela primeira vez, lugar em Lisboa.

Nas palavras do organizador, Márcio-André, “O evento surge da necessidade de criar um núcleo móvel da palavra, unindo os movimentos de diversas partes do mundo e fazendo convergir as diversas vertentes poéticas actuais, no seu amplo aspecto de entendimento. Leituras, performances de poesia sonora, filmes que experimentam a palavra, poemas visuais, além de conferências instigantes e entrevistas abertas, levam ao público o que há de mais actual na poesia contemporânea. Tudo, claro, regado a absinto, bebida que se tornou símbolo do evento”.

As hostilidades tiveram início com o lançamento do livro “POLIPOESIA – entre as poéticas da voz no século XX”, do poeta italiano Enzo Minarelli, de que já aqui falei, ao que se seguiu a apresentação de dois filmes de Christian Caselli, leituras de Ramón Peralta, Ruy Ventura e Victor Paes (via skipe), a entrevista aberta, conduzida por Paulo Raposo, com António Cícero e Henri Deluy, tendo a sessão terminado com a minha intervenção poética.

No dia 19, Graça Capinha e Arie Pos foram os protagonistas da conferência-bomba, Márcio-André apresentou o filme “Cidade Reposta”, Ana Ramiro, Guilherme Zarvos e João Rasteiro leram os seus poemas antes da entrevista aberta com Ana Luísa Amaral e João Gilberto Noll. A noite terminou em beleza com uma performance de poesia sonora pelo Enzo Minarelli.

As apresentações foram do Tiago Gomes, director da revista “BÍBLIA” e o apoio técnico do Nuno Oliveira, coordenador do Epipiderme, com a ajuda do Colectivo BU.


A. Cícero, Henri Deluy, P. Raposo


Ruy Ventura


Arie  Pos e Graça Capinha


Ana M. Ramiro, G. Zarvos, J. Rasteiro


João G. Noll e Ana Luísa Amaral


Márcio-André 


Fernando Aguiar


Enzo Minarelli

domingo, 15 de maio de 2011



POESIA EXPERIMENTAL PORTUGUESA

Inaugurou no dia 6 de Maio mais uma apresentação de exposição “Poesia Experimental Portuguesa”, da colecção da Fundação de Serralves, agora no Museu de Arte e Arqueologia em Viana do Castelo.

E mais uma vez os poetas que participam na exposição não foram convidados para a inauguração ou, simplesmente, informados que a mesma se iria a realizar, tendo ficado a saber desta mostra pela internet. Mesmo não nos querendo convidar, uma simples informação seria da mais elementar razoabilidade e boa educação, mas o mesmo não pensam os responsáveis pelo Museu de Serralves, optando pela falta de consideração pelos autores das obras porque, afinal, é disso que se trata. Mesmo sendo estas propriedade do Museu.

A mostra, comissariada por João Fernandes, director do Museu de Serralves, inclui obras de Ana Hatherly, António Aragão, António Barros, E. M. de Melo e Castro, Fernando Aguiar, Salette Tavares e Silvestre Pestana.

No texto publicado no “Cultura online”, pode-se ler que “A partir de meados da década de 60, um grupo de artistas e poetas portugueses configuram, a partir da Poesia Visual, um momento de ruptura que redefine os conceitos de texto e de objecto artístico, fazendo coincidir um discurso poético com um discurso político e com a elaboração conceptual do espaço e dos objectos como transformadores da percepção e da sociabilidade”.

“Nos seus eventos, exposições, objectos e edições, os poetas experimentais surgem em Portugal como precursores das linguagens conceptuais e da arte processual, usando materiais pobres redefinindo o objecto de arte e insistindo na revelação do próprio fazer inerente à criação artística. Vanguardistas em relação ao contexto literário e artístico português, sofrerão por outro lado uma marginalização consequente da radicalidade de muitas rupturas em relação a estes dois campos”.

“Nos dias de hoje, a Poesia Experimental Portuguesa é uma desconhecida de grande parte dos públicos literários e artísticos portugueses, apesar de representar um daqueles raros momentos em que, no século XX, um conjunto de criadores foi em Portugal completamente contemporâneo do seu tempo, participando assiduamente em todas as exposições e publicações internacionais mais significativas neste contexto".

Como não sei que trabalhos meus é que estão expostos, deixo aqui três deles que pertencem à colecção de Serralves.

"Ensaio para uma Nova Expressão de Escrita V", 1979


 "Socorro!", 1977

"Ensaio para uma Nova Expressão da Escrita III", 1978

segunda-feira, 9 de maio de 2011


BIG ODE

“Decadência” é o mote da última BIG ODE – Poesia e Imagem. Última no sentido mais literal, porque o Rodrigo Miragaia não pretende continuar com a edição desta revista que teve um percurso importante e inovador, apesar de ter passado um pouco despercebida, como a maior parte, aliás, das revistas alternativas.

Ao longo de nove números, abrangendo vários formatos, tiragens e suportes (estou a recordar-me, por exemplo, dos dois números editados em caixa, com as 150 “páginas” enviadas directamente por cada um dos autores), a BIG ODE editou originais de uma diversidade de escritores, fotógrafos, designers, poetas (verbais e visuais), pintores, performers e autores de banda desenhada, portugueses e estrangeiros.

Apesar deste ser o número 8 e revista publicou 9 números, já que a primeira BIG ODE teve o número zero e incluiu um extenso artigo sobre Salette Tavares, incluindo vários dos seus poemas experimentais.

Tive o privilégio de acompanhar o nascimento da revista e de participar em quase todos os números, incluindo o presente, que tem como destaque uma entrevista ao Prof. Klaus Peter Dencker, que o Rodrigo conheceu em Lisboa, durante a exposição “Linguagens Abrangentes”, organizada por mim na Galeria Pedro Serrenho – Arte Contemporânea, em Novembro de 2006, onde o Rodrigo lançou precisamente o já referido Nº 0.

Mas, dizia eu, esta BIG ODE tem entre outros, a colaboração de A. Da Silva O., Clemente Padin, Hugo Pontes, Fernando Machado Silva, Sérgio Monteiro de Almeida, Angelo Mazzuchelli, Hilda Paz, António Barros, Artur Aleixo, Rui Tinoco, Paulo Pego e Constança Lucas.

terça-feira, 3 de maio de 2011


POESIA DIGITAL:
teoria, história, antologias

Depois de ter publicado em 2009 o livro “POESIA ELETRÔNICA: – negociações com os processos digitais”, o professor Jorge Luiz Antonio lança agora uma nova versão desse livro, com o título “POESIA DIGITAL: teoria, história, antologias”.

Segundo Franklin Valverde, “Em Poesia digital: teoria, história, antologias, Jorge Luiz Antonio traz um panorama da história da poesia digital, desde os seus primórdios, em 1959, até os nossos dias, com as mais avançadas e criativas inovações. O autor mostra como os recursos da informática, aparentemente frios e exatos, podem dar uma nova vida ao universo da poesia, ao levar seus produtores e apreciadores a outros caminhos artísticos dentro da chamada cultura digital.”

“Para o autor, “Poesia digital: teoria, história, antologias” é um livro que “estuda um tipo de poesia contemporânea em suas relações com as artes, o design e a tecnologia computacional, que é uma continuação e um desdobramento da poesia das vanguardas, da poesia concreta, visual e experimental”. Segundo o poeta português E.M. de Melo e Castro, a obra traz “claramente a intenção e a ação do autor de realizar uma discussão sobre as razões que podem ser invocadas para o estudo das transformações que o uso das tecnologias estão já a causar no próprio conceito de poesia”.

Jorge Luiz António acrescenta que “Poesia digital: teoria, história, antologias” é um livro acompanhado de um DVD que reúne uma completa antologia de poemas digitais e seus antecessores, apresentando 501 poemas de 226 poetas e 110 textos teóricos de 73 autores, tanto brasileiros como estrangeiros, com cerca de 1500 páginas impressas e eletrônicas, dando um raro panorama do que já foi feito na área da experimentação poética, tanto no Brasil como no Exterior. O DVD mostra que “poesia, arte, design, ciência e tecnologia digital formam o quinteto transdisciplinar que uma parcela dos poetas contemporâneos escolheu para realizar a sua comunicação poética”.

Este livro é uma co-edição da Navegar Editora, de São Paulo, da Luna Bisontes Prods. do poeta John M. Bennett, da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo e do próprio autor.

quinta-feira, 28 de abril de 2011


INTER – ART ACTUEL


Entretanto foram editados mais dois números da revista INTER – Art Actuel, publicada no Québec pelo imparável Richard Martel.

Com uma periodicidade quadrimestral, esta revista de 112 páginas a cores, dedica-as à performance internacional, mas também à instalação, ao vídeo, à fotografia e à arte digital. Enfim, a tudo o que seja arte contemporânea criativa e de qualidade.

O número 106 tem como tema “Rituels”, e aborda os rituais nas zonas interiores do Canadá, dos países asiáticos, mas também dos artistas europeus, com textos e inúmeras fotografias de acções de Serge Pey, Jean Monod, Akenaton, Jerome Rothenberg, Jean-Luc Lupieri, Sílvio de Gracia, Julien Blaine e Julie Bacon, entre muitos outros.

O número 107, sobre “Arte et Activism” apresenta textos sobre subversão, arte política, ontologias imaginárias, territórios de acção, catástrofes, etc., por Paul Ardenne, Guy Sioui Durand, Mélissa Correia, Istvan Kantor, Julie Gagné, Alain-Martin Richard, Nathalie Côté…



segunda-feira, 18 de abril de 2011


POÉTICAS



A convite de Alec Newman, da editora inglesa The Knives Forks and Spoons Press, publiquei o chapbook POÉTICAS, com 58 poemas visuais de uma série onde confronto duas linguagens plásticas com mais de 100 anos de distância entre si: gravuras do século XIX com letterpress e letras de vinil desenhadas e recortadas em computador, uma linguagem característica do final do século XX.

Praticamente todos os poemas foram realizados em 1996 e 1997. Apenas dois são de 1980, altura em que pretendia desenvolver esta série de trabalhos mas que, por diversas razões só a retomei 16 anos depois. Os dois poemas a que me refiro (reproduzidos em baixo) foram publicados no livro “OS OLHOS QUE O NOSSO OLHAR NÃO VÊ” (1999).

O chapbook tem 64 páginas num formato A-5, e o Alec insistiu para que o título do livro fosse em português. E “POÉTICAS”, para além de estar relacionado com outros títulos, sobretudo de exposições, onde estes poemas visuais estiveram representados, é igualmente um título entendível em inglês, francês ou espanhol, por exemplo.

Resta dizer que desta segunda leva me sobraram vários recortes e projectos para novos poemas pelo que, mais ano menos ano, retomarei este percurso estético e poético, praticamente inesgotável, já em pleno século XXI.

Apesar de ser uma edição digital, a cuidada impressão a cores de todas as páginas, assim como a encadernação, fazem deste pequeno livro um objecto bastante interessante e que me deu muito prazer levar por diante. Sobretudo por ser a primeira vez - depois de 6 exposições individuais em Portugal e em Espanha, e da edição em Madrid de “IMAGINANDO LA POÉTICA”, pela Del Centro Editores (2009) - que é apresentado o conjunto completo das obras que integram esta série.

Para quem estiver interessado, a editora inglesa pode ser encontrada em http://www.knivesforksandspoonspress.co.uk/


"O Poeta", 1997
"Afogado na Cultura", 1980
"O Peso da Poesia", 1996/97

 "Desbravando os Caminhos do Texto", 1980

"O Triunfo da Poesia", 1997

 "Toque Poético"