terça-feira, 28 de fevereiro de 2012


O CONTRÁRIO DO TEMPO
5º ANIVERSÁRIO

Com a azáfama do dia-a-dia e os problemas que vão surgindo, deixei passar em branco o 5º Aniversário deste blogue.

No dia 14 de Fevereiro de 2007, foi colocada a primeira postagem sobre a minha exposição no Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova, uma exposição que me deu um prazer enorme fazer, com estimulantes obras de grandes dimensões, que devido às condições de espaço e de tempo que me foram proporcionadas (e também nos custos de produção), apresentei um conjunto de novas obras de fotografia, instalação, escultura e video, com as quais consegui fazer aquilo que realmente pretendia, o que é bastante gratificante e nem sempre concretizável. E vou ilustrar com algumas imagens colocadas n’ O Contrário do Tempo, há cinco anos atrás.

Fazendo o balanço destes anos de bloguices, e apesar do trabalho e do tempo que gastei com os textos e o tratamento das imagens, se considerarmos que foram colocadas 303 postagens até ao momento, o balanço é francamente positivo.

Sobretudo se considerarmos que o objetivo deste blogue é apenas o de fazer a divulgação de todas as actividades em que estou envolvido, quer sejam a colaboração em publicações, exposições coletivas ou individuais, a edição de livros, organizações ou qualquer outra em que eu colabore ou esteja diretamente envolvido, incluindo as efemérides relacionadas com a minha atividade artística realizada há 20, 25 ou 30 anos atrás.

Não faço ideia até quando poderei manter o ritmo, mas enquanto for possível farei este trabalho de divulgação da arte e da literatura próprias, mas também do labor artístico de uma enorme quantidade de poetas, artistas plásticos, performers e organizadores de eventos culturais, que estão a produzir uma obra importante, nem sempre reconhecida e, normalmente, pouco divulgada.

“TGV LIGHT”, 2005-06, 1800 x 190 cm


“SONETO DO TGV LIGHT”, 2005-07, 280 x 660 cm


“FAZER PELA VIDA”, 2005-06, 210 x 653 cm


Video

“MONTES CLAROS”, 2005, 56 x 71,2 cm


"SEMPRE...", 2004-2007, 120x90 cm



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012



EL PARAÍSO

Da lavra de José L. Campal e de Aurora Sánchez, surgiu mais um número das “Carpetas de Poesía Experimental y Mail-Art” EL PARAÍSO, desta feita o Nº 95, que entra agora no 21º ano desta publicação espanhola de Oviedo.

As Carpetas são constituídas por uma capa de cartolina que contém obras de desenho, colagem, fotografia, electrografia, stamp e digital art, com uma “tiragem” de 25 exemplares numerados e assinados por 15 autores internacionais, sendo destinado um exemplar do EL PARAÍSO para cada participante, ficando apenas 10 exemplares disponíveis para ofertas já que, penso, não se destinam a venda.

Entre os autores da presente Carpeta estão Custódia Romero, Fernando Aguiar, J. Ricart, César Reglero, José L. Campal, Pablo del Barco, Miguel Jiménez, Joaquim Goméz, Antoni Miró e Sergi Quiñonero.


 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


RECINTO DE MAREAS


RECINTO DE MAREAS é o título do primeiro livro de poesia da jornalista mexicana e apresentadora de televisão Adriana Esthela Flores, nascida em Monterrey, em 1980, e vencedora do Prémio de Jornalismo “Francisco Cerda Muñoz”, em 2007.

Gostei de ler os 25 poemas que constituem o livro, alguns bastante criativos e que demonstram uma poética com alguma maturidade.

Mas a razão porque estou a referir aqui este livro publicado pela Homoscriptum, com o apoio da Universidad Autónoma de Nuevo León, é porque a capa reproduz o meu poema visual “No Abismo da Poética”, de 1997

É a segunda vez que a Alexandra Botto, da Homoscriptum publica um poema visual meu nos livros que edita (o primeiro foi na antologia “El verso toma la palabra – 33 poetas argentinos de hoy”, em 2010), trabalhos que ela viu na internet e que considerou proporcionarem uma boa capa para as respetivas edições.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


AFIAC

A convite de Jean-Luc Lupiéri, apresentei uma performance no AFIAC/Café/Performance, em Fiac, nos arredores de Toulouse.

Embora a minha acção tenha sido realizada num espaço que é simultaneamente um café, restaurante e local onde se apresentam regularmente actividades culturais, nomeadamente com a apresentação mensal de performers franceses mas também estrangeiros, a presença do público encheu toda a sala, prestando a maior atenção aos meus poemas-ação interpretados em português e em francês, tendo apreciado os quase 30 minutos de apresentação, a julgar pelos aplausos e felicitações no final do trabalho.

Nos últimos meses intervieram neste espaço, entre outros, performers como Nieves Correa, Anne-James Chaton, Christine Laquet ou Tania Mouraud.

Resta salientar a amabilidade com que fui recebido, sobretudo pelo Jean-Luc Lupiéri, o meu anfitrião em Toulouse (que lá me convenceu a comer ostras…), pela Verónique, que leu os meus poemas em francês, pela Evelyne Goupy que fotografou o meu trabalho (a foto em baixo é de sua autoria), e pelo Patrick, coordenador da Associação AFIAC que promoveu esta apresentação.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


 

BÍBLIA

Apesar de datada de Junho do ano passado, só agora é que me chegou às mãos o Nº 30 da BÍBLIA, a revista editada pelo Tiago Gomes, dedicada à poesia, prosa, desenho e outros eteceteras.

Entre os autores internacionais que participam neste trigésimo número estão Agustín Calvo Galán, Luís Felício, Antonio Orihuela, Aurora Ribeiro, André Catarino, Sara Bizarro, Luísa Jacinto, Margarida Vale de Gato, Sylvia Beirute, Rui Pedro, Carlos Alves e Fernando Aguiar, entre outros.

Por curiosidade, este é o 21º número da BÍBLIA em que participo, o que faz com que seja uma das segundas publicações que mais vezes publicou trabalhos meus, depois da canadiana “STEACK HACHÉ”, na qual participei em 54 números dessa revista mensal que terminou em 2007 (publicou 125 poemas visuais meus durante os 6 anos em que com ela colaborei…), e que me dedicou um chapbook de 96 páginas (a meias com Frank Laliberté), com uma tiragem apenas para colaboradores e colecionadores.

Já que estamos no capítulo das curiosidades, registo que as outras publicações nas quais também já participei em 21 números são a “COMUNICARTE”, do poeta brasileiro Hugo Pontes e a “Brain Cell” do mailartista japonês Ryosuke Cohen.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012


POESIA EXPERIMENTAL PORTUGUESA

A Fundação de Serralves apresenta de novo parte da sua colecção de Poesia Experimental Portuguesa, desta vez no Salão Medieval da Reitoria de Universidade do Minho, em Braga.

Inaugurada no dia 16, vai estar patente ao público até ao dia 15 de Fevereiro, terá visitas guiadas e, no dia 6 de Fevereiro, uma mesa redonda com os professores Carlos Mendes de Sousa e Eunice Ribeiro, autores do livro “Antologia da Poesia Experimental Portuguesa (Anos 60 – Anos 80), editada em 2004 pela Angelus Novus, de Coimbra.

À falta de mais informação (nem sequer um convite aos autores para estarem presentes na inauguração, como já vem sendo hábito, nem que fosse para os informar da exposição…), vou reproduzir a sinopse que vem publicada na imprensa digital:

“A partir de meados da década de 60, um grupo de artistas e poetas portugueses configuram a partir da Poesia Visual um momento de rutura que redefine os conceitos de texto e de objeto artístico, fazendo coincidir um discurso poético com um discurso político e com a elaboração conceptual do espaço e dos objetos como transformadores da perceção e da sociabilidade. A presente exposição recupera e apresenta obras paradigmáticas desta intervenção experimental, realizada entre a década de 60 e a década de 80. Entre outros autores são apresentadas obras de: Ana Hatherly, António Aragão, António Barros, Ernesto Melo e Castro, Fernando Aguiar, Salette Tavares e Silvestre Pestana.”




Fernando Aguiar, "Projecto de Salvação do Mundo", 1983

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012


RAMPIKE E INTER

Entretanto Foram publicados mais dois números das revistas canadianas das quais faço parte do comité de redacção internacional: RAMPIKE e INTER.

O Vol.20/Nº 2 da RAMPIKE, uma revista de literatura contemporânea dirigida pelo Prof. Karl E, Jirgens, é dedicado a “scientific wonders” e inclui artigos, entrevistas, poemas, desenhos e poemas visuais de Carol Stetser, Ryosuke Cohen, Richard Kostelanetz, Daniel King, Mike Marcon, Alan Lord, Ruggero Maggi, Lorenzo Menoud, Reed Altemus, Joe Davis e Richard Truhlar, entre outros.

O extrato de um texto de Karl E. Jirgens sobre o meu trabalho poético-visual editado em 2001 na RAMPIKE, foi publicado na orelha (esquerda) do livro “ESTRATÉGIAS DO GOSTO”, acabado de sair pela Escrituras Editora de São Paulo.

A INTER – ART ACTUEL é uma revista dedicada às formas artísticas mais contemporâneas principalmente à performance, vídeo, instalação, arte pública, escultura e dança, dirigida pelo performer Richard Martel.

Nas suas 114 páginas, profusamente ilustradas, dedicadas à “Art vs Médias – 50 Ans Après”, encontram-se numerosos artigos sobre esta problemática de Nicolas Reeves, Lisa Moren, Jean Dupuy, Gui Sioui Durand, Nathalie Bachand, Silvio de Gracia, Richard Martel, Julie Gagné e Alain-Martin Richard, entre outros.




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012



LINE UP ACTION

Numa edição limitada, foi publicado o catálogo do I Festival Internacional de Arte da Performance LINE UP ACTION, realizado de 16 a 23 de Outubro de 2010.

No texto de apresentação António Azenha, diretor artístico, juntamente com Fernando Matos Oliveira, refere que “ Este Festival tem como objectivo apresentar criações representativas no âmbito da performance e confrontar o público com a sua conceptualidade proliferante.”, acrescentando, mais à frente, que o Festival “assenta em 4 vectores essenciais para o conhecimento e confronto crítico da arte da performance: componente criativa (performances); componente reflexiva e/ou auto-reflexiva (comunicações e debates); componente pedagógica (workshops); e a componente documental (edições e exposições).”

As performances foram realizadas por Albuquerque Mendes, Alexandre a. r. Costa, António Melo, António Olaio, Armando Azevedo, Carlos Tejo, Fernando Aguiar, Joana Cruz, Manoel Barbosa, Manuel Portela, Silvestre Pestana, Show Room Video Performance, Susana Chiocca e Vitor Lago Silva.

As comunicações foram feitas por Ana Filipa Candeias, Ana Luisa Barão, Assunção Pestana, Carlos Tejo, Fernando Matos Oliveira, Manoel Barbosa, Sónia Pina e por Rui Orfão.

Integradas no Festival, o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra apresentou a exposição documental “GICAP_CORES 1976-1978” e a exposição de originais “MONO”, numa homenagem ao Grupo Cores, na qual os mais de 60 convidados expuseram obras predominantemente monocromáticas. Na Casa das Caldeiras António Barros apresentou uma série de poéticas objectuais, utilizando exclusivamente o branco e o negro na criação dessas obras que intitulou “[OBGESTOS]”.

Na ocasião foi editado um livro sobre o Grupo Cores, e o António Azenha com a colaboração de Catarina Braga, realizou uma performance no lançamento do livro.

Armando Azevedo

 Manuel Portela
 
  António Olaio
 
 Albuquerque Mendes

 Fernando Aguiar

sábado, 31 de dezembro de 2011




ESTRATÉGIAS DO GOSTO



E o ano volta a terminar com uma boa notícia: recebi finalmente exemplares do meu livro “ESTRATÉGIAS DO GOSTO”, publicado pela Escrituras Editora, de São Paulo, no final de Setembro.

Inicialmente o livro foi programado para sair na primeira quinzena de Setembro, aproveitando o convite para participar na II Bienal Internacional de Poesia de Brasília, onde eu teria a oportunidade de fazer o respetivo lançamento durante esse evento. Infelizmente a Bienal, organizada pelo poetamigo Antonio Miranda acabou por não se concretizar, mas o livro já estava em fase de impressão e acabou mesmo por sair.

Depois de “TUDO POR TUDO”, publicado no final de 2009, “ESTRATÉGIAS DO GOSTO” é o meu segundo livro editado por esta importante editora paulista, com o apoio, de novo, da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, numa colecção fundada pelos poetas António Osório e Carlos Nejar (poeta que tive o prazer de conhecer em meados dos anos 90, em Bento Gonçalves, durante o Congresso Brasileiro de Poesia), e até à pouco dirigida pelo poeta Floriano Martins, de quem recebi o convite para a publicação do primeiro livro.

“ESTRATÉGIAS DO GOSTO” foi, curiosamente, organizado antes do “TUDO POR TUDO”, a convite de uma editora de Belo Horizonte, cuja edição acabou por não se concretizar. Entretanto, por ter tido a oportunidade de avançar com um livro de originais pela Escrituras, a colectânea “ESTRATÉGIAS DO GOSTO”, acabou por ficar em stand-by. Até agora.

No essencial ambos acabam por ser “contemporâneos”, considerando que integram poemas escritos desde o princípio dos anos 80 até 2008/2009, consoante o caso. Esta será uma das “vantagens” de publicar pouco, o de poder reunir poemas de diferentes fases, mas que se completam numa estética adjacente e complementar.

Mais especificamente sobre o livro, este começa com uma entrevista que o Professor Rogério Barbosa da Silva me fez em 2002, como parte da pesquisa da sua tese de doutoramento, seguida de 54 poemas verbo-experimentais distribuídos por 6 capítulos. As “capas” dos capítulos contêm fotopoemas da série “Calligraphies”, realizada em 2006, em Diamantina, Brasil, durante o Festival de Inverno da U.F.M.G.

Segundo o site da editora, Fernando Aguiar é um artista marcado pela experimentação, tomando as letras e a palavra como principais matérias das suas intervenções literárias e visuais. Estratégias do gosto apresenta diversos poemas, verdadeiros ensaios sobre Poesia Visual e Performance Poética. No início da obra, encontramos entrevista do autor a Rogério Barbosa da Silva, a respeito de sua trajetória e seus projetos. “

Tem 128 páginas, custa 25 Reais e a capa foi concebida a partir de um fotopoema meu. Ficam aqui dois dos poemas do livro, sendo um deles o que lhe dá o título.




2 . 



o ter traço te

o ver traço me

o sermo traço nos

o ler traço lo

de lado traço saio

a sorte traço vem

a traça traço tem

o trato traço pois

no páteo traço dois

bois traço à frente

rente traço atrás

à toa traço somos

o pomos traço lhe

de lado traço cravo

o trevo traço torna

se trota traço treme

por tema traço mar

o ar traço temo

o aço traço torço

no dorso traço torto

o trono traço tinha

a linha traço parte

de parte traço deposto

o rosto traço põe

a ponte traço cai

se sai traço entra

o soalho traço sente

o sumo traço bebe

ao santo traço ora

na hora traço vejo

o tejo traço passa

no poço traço caço

se coço traço meio

se cheio traço arroto

c/ o pé traço chuto

o chato traço cato

na meta traço meto

o medo traço tenho

à merda traço mando

somando traço chego

por chaga traço tomo

se tosse traço tusso

na torre traço toco

na toca traço vivo

em vida traço corro

na caída traço o braço

à berma traço torno

trocadilho sem traço.


  


ESTRATÉGIAS  DO  GOSTO




ou se gosta

ou não se gosta.



ou se gosta

entre o se gosta

e o não

se gosta.



ou se gosta

entre o se gosta

e o se gosta

assim-assim.



ou se gosta

entre o não se gosta

e o se gosta

assim-assim.



ou se gosta

entre o

assim

e o assim.



ou simplesmente

(des)gosta-se.



sábado, 24 de dezembro de 2011


ARTE POSTAL

Embora nos últimos anos tenha tido uma participação diminuta em exposições de Arte Postal, desta vez nem precisei de enviar qualquer trabalho.

O poeta Hugo Pontes, professor e coordenador da importante publicação “ComunicArte”, reuniu um conjunto de obras do seu acervo pessoal e apresentou-as na Agência Central dos Correios, em Poços de Caldas, no Brasil, cidade onde vive e onde desenvolve a sua actividade cultural.

Dos cerca de 50 participantes de quinze países, anoto os nomes de António Sassu, César Espinosa, Clemente Padin, Constança Lucas, Emílio Morandi, Geraldo Magela, Giovanni Strada, Jean-François Bory, Joaquim Branco, Paulo Bruscky, Reed Altemus, Roberto Keppler, Ruggero Maggi, Stephen Perkins e Vittore Baroni.

De referir que em 1998 o Hugo Pontes (que conheci pessoalmente em 1996, em Bento Gonçalves, quando organizámos, juntamente com o poeta uruguaio Clemente Padin, a primeira Mostra Euro-Americana de Poesia Visual, integrada no IV Congresso Brasileiro de Poesia, e da qual resultou uma duradoura amizade) dedicou o Nº 84 de “ComunicArte” ao meu trabalho poético-visual.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011


IMERGÊNCIA
 
De 5 a 13 de Novembro, realizou-se em vários locais de Lisboa o Festival IMERGÊNCIA – Performance / Intervenção / Experimentação Sonora / Video Art, no qual participaram cerca de 50 artistas nacionais e estrangeiros.

No Espaço do Urso e dos Anjos apresentaram performances o Colectivo Bu, Rocío Boliver, João Abel e Vasco Roncon, Filipa Aranda,  Thomas Kahrel e João Branco, Andrea Inocêncio, Ramón Churruca, Yanomine Miguel e Victor Bonet. Nas conversas sobre “Performance – o Discurso do Efémero no Contexto Português” participaram Natxo Checa, Miguel Moreira, Fernando Aguiar, Leonor Areal e Fátima Séneca.

Na Praça do Comércio realizaram-se as intervenções de Maria dos Milagres, Fabi Borges, Mario Cruz, Cristian Guardia, Hugo de Almeida Pinho e André Fonseca, Paco Nogales e Vitor Lago Silva.

Nos dia 10 e 11, as performances decorreram no Instituto Francês com as actuações de Serge Pey e Chiara Mulas, Fanny Torrès, Emilie Parendeau e de Anne-James Chaton, para além de uma exposição documental sobre o happening a e performance em França.

O Festival terminou na Galeria Zé dos Bois com uma Mostra de vídeo de performances espanholas e um documentário sobre Os Felizes da Fé realizado por Leonor Areal. As performances foram apresentadas por Alberto Pimenta, Lúcia Prancha e Sara Nunes Fernandes, Susana Chiocca, António Azenha, o Grupo PAN, Márcio-André e Ana Gesto, Alexandre A. R. Costa, Paco Nogales, Hugo de Almeida Pinho e André Fonseca, Ana Matey, terminando com a performance de João Garcia Miguel, Rui Gato e Sara Ribeiro.

Na ZDB teve ainda lugar mais uma conversa sobre “Performance – O Discurso do Efémero no Contexto Português” com José Alberto Ferreira, António Azenha, Paulo Raposo, Alexandre A. R. Costa, João Fiadeiro, Susana Chiocca e Chambel Santos.

Resta dizer que IMERGÊNCIA foi organizado por Nuno Oliveira e por Guida Chambel, que se esmeraram por levar adiante um Festival desta envergadura, praticamente sem meios económicos, isto a juntar ao relevante trabalho organizativo com a série de performances que apresentam mensalmente sob a designação de EPIPIDERME, primeiro na Fábrica do Braço de Prata e nos últimos meses no Espaço do Urso e dos Anjos.


 Serge Pey


Alberto Pimenta


António Azenha


Susana Chiocca


Márcio-André


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011


RESINE
 

Com uma bonita capa, fruto do trabalho de Giovanni Fontana, a revista italiana RESINE – Quaderni Liguri di Cultura tem como temática deste Nº 128/129 a unificação de Itália, ocorrida há 150 anos.

Pier Luigi Ferro assina o texto de apresentação desta revista de 160 páginas, editada em Savona, que patenteia diferentes abordagens de autores italianos sobre o tema em questão.

O capítulo “visual” intitulado “Fratelli d’Itaglia”, com um carácter mais internacional, foi coordenado por Giovanni Fontana e tem a participação de Nanni Balestrini, Julien Blaine, Lamberto Pignotti, Fernando Aguiar, William Xerra, Paolo Albani, Guy Bleus, Anna Boschi, Klaus Peter Dencker, Gustavo Vega, Bartolomé Ferrando, Irma Blank, Jean-François Bory, Hans Clavin, John M. Bennett e Giuseppe Salerno.



Fernando Aguiar, "Itália", 30x21 cm, 2011